segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ai, que inveja!


  Segundo a Wikipedia,a inveja é um dos sete pecados capitais na tradição Católica. É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo”. Já Paul Tautges considera a Inveja como “o sentimento de desagrado produzido por testemunhar a prosperidade de outra pessoa ou ouvir algo favorável a seu respeito”.
  A inveja é retratada na vida de vários personagens. Vamos analisar alguns deles. Por que será que Caim matou Abel? Por inveja! Segundo Gênesis 4.3-5 “Aconteceu que no fim dos tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou.”
“Caim e Abel devem ter recebido a informação de que o pecador só pode se aproximar do Deus santo por meio de sangue oferecido em sacrifício. Caim, porém, rejeitou essa instrução e trouxe ofertas de frutas e vegetais. Abel acreditou no mandamento divino e ofereceu sacrifício de animais, demonstrando fé e recebendo justificação por parte de Deus” (Comentário Bíblico Popular – Antigo Testamento). Além de desobedecer à ordem de Deus, Caim se sentiu “injustiçado” por Ele por ter rejeitado o seu sacríficio e ter aceitado o de seu irmão, e por inveja cometeu o primeiro homicídio da história.
  Por que será que Jacó comprou o direito de primogenitura de Esaú? Por inveja! Desde o ventre de Rebeca, os dois guerreavam entre si e, até mesmo durante o parto Jacó tentou tirar vantagem de seu irmão Esaú segurando-o pelo calcanhar. Esaú tinha direito a receber duas vezes mais herança do que qualquer outro filho. Ele também se tornaria o chefe da família e teria a honra de se tornar ancestral do Messias. Vendo tudo isso, “Jacó, por meio de oportunismo (e principalmente inveja), obtém o direito de primogenitura de seu irmão espiritualmente insensível” (adaptado de Foco e Desenvolvimento do Antigo Testamento).
Caim, Jacó e agora eu, Senhor?!? Devo matar?! Roubar?! Não?!? O que fazer, então, com a minha inveja?
Penso que devo glorificar a Deus por tê-la conservado apenas no âmbito do pensamento, pois, assim como nossos dois personagens citados acima, eu tenho a capacidade de realizar tais atrocidades ou, até mesmo, coisas piores.
  Porém, reconhecer o meu pecado deve ser o primeiro passo para uma mudança genuína, uma vez que sem reconhecimento não existe efetivo tratamento. E em segundo lugar, preciso buscar na Bíblia ensinamentos para eu vencer a batalha contra ele.
  Para inciar o processo de tratamento contra a inveja pude ler e memorizar versículos como Salmo 119.36; Lucas 12.15; Colossences 3.1-6; 1Timóteo 6.6,8; Hebreus 13.5; Filipenses 4.11-12; 1Tessalonicenses 5.18; Romanos 12.15 e Filipenses 2.3, os quais tem me ensinado a não cobiçar, a dar graças a Deus por todos as coisas em qualquer situaçãoe também a me alegra e chorar como meus irmãos.
  Ao fazer isso, tenho a garantia, em Deus, de que vou me despojar da velha Larissa que se corrompe pela inveja, vou renovar a minha mente e me revestir da nova Larissa, criada segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (adaptado de Efésios 4.22-24). Tenho certeza de que Deus se alegrará, sem reservas, com todas as minhas vitórias, Ele não é invejoso…
“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Andemos de acordo com o que já alcançamos.” (Filipenses 3.13-14,16)

Por Larissa Svensson

Temor a homens



  O temor a homens é uma atitude que me acompanha desde quando nasci, e sinto que tem uma relacão diretamente proporcional a minha vida de comunhão com Deus. Quanto mais distante estou de Deus, mais codependente sou do homem. Por muito tempo achei que meu problema era apenas timidez,  não querer que os outros me vissem era apenas parte da minha natureza introvertida. Não que eu seja aquela pessoa que só vive pelos cantos, com medo de que alguém simplesmente olhe pra mim e pergunte meu nome. Muito pelo contrário, gosto que  elas venham até mim pra conversar, perguntar alguma coisa, pedir pra que eu esclareça dúvidas, dê alguns conselho e opine sobre certas decisões. A grande questão é: Faço tudo isso em favor do próximo ou simplesmente como auto-promoção?
  O temor a homens é algo que afeta a todos sem exceção. Quem nunca disse SIM pra outro simplesmente por constrangimento de dizer NÃO? Um exemplo bem clássico disso é quando  uma mulher chega em uma festa com um vestido muito brega e pergunta pra uma de suas amigas: Gostou do meu vestido novo? a outra responde: SIM claro.
  O temor a homens vai muito mais além de simplesmente deixar o próximo feliz, eu deixo o proxímo feliz porque, a partir daí, ele começa a me adimirar, a me louvar. Inconscientemente meu objetivo é usurpar a glória de Deus.
  A Bíblia nos mostra três razões básicas pelas quais tememos as pessoas:

1.    Tememos a pessoas porque elas podem nos expor e humilhar
  Isso ficou bem evidente desde o princípio, imediatamente após a queda do homem, “abriram-se, então os olhos de ambos; e perceberam que estavam nus” (Gênesis 3.7). Esse foi o início do temor a homens na humanidade. A consciência da vergonha. ficar exposto, vulnerável, é como uma necessidade desesperada de vestimenta e de proteção.
  O olhar santo de nosso Deus agora saíra a procurar por adão e por Eva por entre as árvores do jardin. Os mesmo ficaram tão incomodados que procuraram se esconder, e nós estamos nos escondendo até hoje. Não tenho dúvida que Adão e Eva antes da queda já sabiam que estavam nus, e que em seu estado de inocência, eles até adimiravam a aparência física um do outro. No entanto o olhar de Deus era diferente agora, Ele podia ver uma nudez mais profunda, proveniente de uma alma pecadora, que ia contra o carater santo de nosso Deus.
  O sentimento de ser exposto, outrora completamente inexistente, era agora a única coisa que sentiam. Eles eram vistos pelo outro, e o que era visto agora era vergonhoso. A alma antes admirada pela sua inocência e beleza, agora era constrangedora à vista.
  No momento do pecado de Adão, a vergonha – que é: “O que eles vão pensar de mim?” e “O que Deus vai pensar de mim?”- tornou-se um alicerce da experiência humana.

2.    Tememos a pessoas porque elas podem nos rejeitar, ridicularizar ou desprezar
  Essa talvés seja a razão mais comum pela qual tememos as outras pessoas. Temos um medo enorme de sermos ridicularizados, rejeitados ou desprezados. Quantas vezes dentro de sala de aula, seja no meio secular ou na igreja, temos “vergonha” de fazer uma pergunta para o professor por medo das pessoas acharem que é uma pergunta idiota? Certa vez tive aula no seminário com um professor que dizia o segunte antes de começar sua aula: “Melhor você perguntar e parecer  ignorante do que continuar calado e ser um ignorante.”
  Embora o medo da rejeição pareça ser muito moderno, temos várias ilustrações de pessoas que passaram por isso na Bíblia. Moisés sabia que o povo era escravo da opinião dos outros (Deuteronômio1.17), demosntravam preferência por uns em detrimento de outros, temendo a rejeição daqueles que pareciam ser mais importantes, por isso advertiu seu povo quanto a isso.
  Será que isso é comum hoje? Basta parar e pensar um pouco nas próprias atitudes. Trato tão bem o porteiro do prédio quanto trato o dono dos prédios de um condomínio? A atenção que dou para um gari é a mesma que dou para um médico?
 
3.    Tememos a pessoas porque elas podem nos agredir, oprimir ou ameaçar
  Quando eu era criança, tinha uma tendência muito grande, como toda criança “homem”, de brigar na rua. Acho que pelo menos uma vez por semana era advertido pelos meus pais por alguma briguinha que tinha me metido. Tinha um garoto que todas as vezes que brigávamos eu apanhava, ele era menor e mais magrinho do que eu, mas era muito rápido pra bater. Então chegou uma época que eu já tinha desistido de tentar ganhar dele, e todas as vezes que eu saia na rua e ele estava eu voltava pra casa. Se eu tivesse jogando futebol e ele chegasse e pedisse pra jogar eu parava, e muitas outras coisas. O medo que tinha de apanhar novamente daquele garoto me controlava, e indiretamente o próprio garoto decidia se eu brincaria na rua ou não.
  A violência física e também a sexual são exemplos claros de como pessoas destrutivas  podem nos tornar mais propensos a temer a homens.

  Temos um texto que reduz a questão do temor a homens em duas opções:
Confiaremos no Homem ou no Senhor? Jeremias 17. 5-8 é bem claro com relação as consequências de temer ao homem ao invés de temer a Deus. Ele nos coloca em uma bifurcação: a estrada que nos leva ao temor do homem pode ser expressa em termos de favoritismo, querer que os outros pensem bem de você, temer ser desmascarado por eles, ou ser completamente dominado pelo poder físico deles. Mas, quando damos a Deus o seu lugar certo em nossas vidas, antigos laços podem ser quebrados e passamos a temer unicamente a Ele.
  Apesar de não ser uma decisão fácil, e o processor durar a vida inteira, temer ao Senhor é a melhor e única maneira para nos livrarmos de dar o controle da nossa vida para aqueles que não sabem a controlar.
Por  Everton Svensson

sábado, 12 de novembro de 2011

Saudações iniciais

Bom dia, Boa tarde, Boa noite ou madrugada!

  Há algum tempo venho desejando criar um Blog para publicar algumas coisas que venho aprendendo sobre Cristo no seminário. No entanto só agora no final do meu primeiro ano de estudos, após aquelas famosas crises existenciais, que criei coragem para começar.
  Tenho certeza que não posso responder a muitas dúvidas que você possa vir a ter, lendo alguns dos artigos aqui postados, mas leve em consideração, eu sou estudante. Mas tenham certeza que com responsabilidade vou procurar publicar apenas aquilo que realmente possa acrescentar para o seu crescimento como servo de Cristo.
  E que nosso soberano Deus continue trabalhando em sua vida, moldando-o conforme o seu filho Jesus Cristo.
"Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos."(Rm 8.29)